quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ah! Eu já sabia!!!!


- ... Sim, eu já sabia...
- Sabia?? Mas... como???
- Não sei... Só sei que eu sabia...

Já se pegou em meio a este diálogo?
Sexto-sentido, feeling, insight, percepção... Intuição (fenômeno que os dicionários classificam de capacidade de perceber ou discernir coisas, de modo imediato, sem depender do raciocínio.)
Não importa o nome que você utilize...
Nunca subestime esta sensação!!
Muitas vezes ao tomarmos uma decisão, ou quando conhecemos alguém, desprezamos, não confiamos na primeira impressão ou sensação que sentimos. Depois, na maioria das vezes, percebemos que estávamos certos na impressão inicial.
Lembro aqui, sou uma escorpiana com ascendente em gêmeos, o que faz da minha pessoa uma ilha de intuição, cercada de percepção por todos os lados e habitada por nativos imaginativos especuladores... Fator este, que as pessoas que me conhecem rebatem prontamente. Dizem que é mais do que isso... Sou paranóica mesmo... hehe
Brincadeiras à parte, não lembro de ter tido um sexto sentido que não fosse convertido em fato, ou que não tivesse ao menos, um fundo de veracidade.
O.k, deixemos então de lado a questão de eu não ser parâmetro...  
O radar  funciona, não se pode negar, por mais que às vezes o desliguemos, e resolvamos seguir o palpável, que, na luta com o subconsciente, manda seguir o jogo, para que possamos viver, pagar para ver...  "Quem não cai, não vive..."
Nestes casos a intuição não se manifesta de imediato (ou até se manifesta, simplesmente optamos por não confirmá-la), mas,  inevitavelmente vem a subseqüente percepção aguçada, mantendo-nos agitados, angustiados, voltando à latência do inexplicável, até que se confirme o pressuposto...
Vejo muita gente lutando contra a intuição, inclusive, em ocasiões em que algumas verdades estão bem explícitas (aí, costumo brincar, já nem é mais intuição... é quase pura constatação!!! Senhooooor!!!!  "Abre o olho que tu não és japonês!!!!")
O meu maior desafio sempre foi (tentar) achar o equilíbrio entre a razão e a intuição, entre o impulso da percepção e a ponderação dos fatos (extra atenção... olho vivo e faro fino!!!).
Dons detetivescos à parte, já que depois de instalada a pulga, a gente não descansa até encontrar o cachorro inteiro, (hãn, hãn? Pegou?)  quem nunca teve a sensação de que deveria mudar de escolha no último instante antes de tomar uma decisão? Quem nunca foi questionado sobre o porque destes insights, e de se não seria mais fácil relaxar, e fechar os olhos para certas intuições? (Quem não cai, não vive???!!!)
Para algumas pessoas, isso não passa de um simples impulso. E não fazem caso dele. Para outras, no entanto, é algo mais forte, que não se consegue definir com palavras no momento em que surge. 
Muitos consideram  o sexto sentido como o sentido do espírito, da alma. Ele que intui, sente, e ela se utiliza do corpo físico para se expressar.
Para desenvolver a intuição, é preciso confiar no feeling, ter fé, acreditar nas primeiras impressões e prestar atenção nas reações corporais ao fazer uma escolha.
No latim, intuitione significa “imagem refletida por um espelho”. 

A novidade é que agora, (tá, nem tão agora) pesquisas têm mostrado que, mais do que misticismo, a expressão faz todo sentido.  
Outro dia, assisti um documentário sobre intuição, e  algumas frases de um psicólogo e pesquisador inglês* me chamaram atenção:
“Ela (intuição) funciona como resultado de um processo mental realizado abaixo do nível da consciência”.
(como se fosse um reflexo da mente que se manifesta como percepção repentina.)
"A ciência está começando a esclarecer os complexos processos mentais e corporais que estão por trás da intuição”
*Eugene Sadler-Smith, Autor do livro "Inside intuition" (Por dentro da intuição, em tradução livre). Na obra, o especialista inglês enumera trabalhos da psicologia social, da psicologia cognitiva (que estuda o modo como as pessoas aprendem, recordam e percebem) e da neurociência.
Apesar das novidades, ainda há muito a descobrir sobre o poder do sexto sentido. 
Na ótica da psicanálise, a intuição vem como um insight, sem que se conheça como se processa isso no cérebro. 
Segundo Carl Gustav Jung, uma das maiores referências nesse campo, a intuição é uma das quatro funções psicológicas do homem (as demais são sensação, sentimento e pensamento). 
Para os seguidores de Jung, intuir é algo natural das pessoas, e ocorre a partir de dados subliminares, (sensacional!!!)  é como se percebêssemos sutilezas que nos levassem a esta intuição, como se conhecêssemos  algo sem ter consciência disso.
Em Hamlet,  Shakespeare escreveu o que são minhas frases favoritas, sendo bem aplicáveis ao uso da Intuição:
" Há algo de podre no reino da Dinamarca."  
(adoro esta, e sempre solto,  quando sinto cheiro de tramóia no ar...)

" Há mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, do que supõe a nossa vã filosofia"
(para aqueles momentos em que me perguntam: - Tá, mas da onde, diabos, tiraste isso???)

Einsten (tiozinho mandando bem... de novo!!!)  também era intuitivo, e declarou:
" Não existe caminho lógico para a descoberta das leis do Universo . O único caminho é a intuição"  ...
Se ele falou, tá falado!!! 
Embora este seja um assunto cravado de relatividades, fica aqui minha dica. (o Blog é meu, dou a dica que eu quiser) e óbvio, segue quem quiser também...
Se a fé suporta, os pensadores ratificam, a ciência explica, e gênios fizeram o bom uso dela, e já que estamos sempre tão vulneráveis às vozes alheias, porque não prestarmos atenção nesta que é interior? 
Sem radicalismo, sem a tomarmos como verdicto final, mas sempre como um dos pontos a serem considerados nas nossas diversas tomadas de decisões.
Digo isto porque, uma vez rejeitada, é bem provável que a tenhamos que escutar, mais tarde, dizendo:
- Ah! Eu já sabia!!!!

; ) Peace!